O Vôo 3054 da TAM Linhas Aéreas, originado em Porto Alegre, tentou aterrissar no aeroporto de Congonhas, o mais ocupado aeroporto comercial brasileiro, por volta da hora do rush na Terça-feira, 17 de Julho de 2007. Devido à várias horas de chuva, a pista de pouso recentemente pavimentada aparentemente estava lisa e escorregadia, adicionado assim mais um problema para a pista já famosa por ser curta. Também parece que os tripulantes notaram que a aeronave ia ultrapassar a pista, e aceleraram numa tentativa de decolar e retornar tentativa de pouso. Infelizmente, o avião ultrapassou a pista, cruzou a Avenida Washington Luiz no centro de São Paulo, e colidiu com um posto de gasolina e com o prédio adjacente. A cauda da aeronave era a única parte visível fora do prédio – o restante da fuselagem estava dentro do prédio e engolida por chamas. Os 186 passageiros e tripulantes a bordo da aeronave morreram no acidente e consequente fogo, e três indivíduos em terra no momento sofreram ferimentos fatais. Mais uma dezena pessoas em terra foram feridas como resultado do acidente. Este foi o pior acidente na história do Brasil, e ocorreu apenas dez meses após o segundo acidente mais fatal.
A aeronave acidentada, um Airbus A320 de nove anos, tinha recentemente acumulado aproximadamente 20.000 horas de vôo para a TAM, a maior companhia aérea brasileira. São Paulo, a cidade mais populosa do Hemisfério Ocidental, é a base da TAM Linhas Aéreas, e Congonhas é o aeroporto mais ocupado. Construído em 1930, Congonhas lida com aproximadamente 18.5 milhões de passageiros por ano, 50% mais do que a capacidade oficial. O aeroporto é localizado no centro de São Paulo, no meio de grandes prédios. A localização de Congonhas não é o único obstáculo para a aterrissagem para uma aeronave que está se aproximando. Além disso, a pista escorregadia tem somente 6.362 pés de distância. A pista do Aeroporto LaGuardia de Nova Iorque, que lida com o mesmo tipo de aeronave, é aproximadamente 1,000 pés mais longa. Pilotos voando para Congonhas são avisados que se não tocarem o solo nos primeiros mil pés, eles devem abortar a aterrissagem, circular e tentar novamente. Pilotos associam aterrissar na pista envolvida como aterrissar num porta-aviões.
No dia anterior ao acidente, dois jatos já tinham escorregado na pista e somente dois dias após esta tragédia, outro avião da TAM Linhas Aéreas abortou uma tentativa de aterrissagem na mesma pista, confirmando os pleitos de procuradores federais por uma ordem da corte para bloquear o aeroporto de Congonhas até que uma investigação deste acidente seja completada. No dia 19 de Julho de 2007, a pista onde o acidente ocorreu foi fechada por 20 dias, e será reaberta somente após inspenção. Este acidente não é a única tragédia a envolver a pista de Congonhas. Em 1996, um vôo da TAM Linhas Aéreas caiu logo após decolagem, fatalmente matando todos as 96 pessoas a bordo e mais três pessoas em terra.
Em Fevereiro de 2007, uma corte local proibiu o uso de aeronaves Fokker 100, Boeing 737-800 e Boeing 737-700 no aeroporto de Congonhas devido a questões de segurança pelo tamanho destas aeronaves que estavam aterrissando numa pista curta. Uma corte de apelações cancelou a proibição logo em seguida, citando as consequências econômicas para a cidade de São Paulo. Somente no primeiro quadrimestre de 2007, Congonhas foi fechado 18 vezes devido as condições meteorológicas adversas. A pista, que recentemente foi pavimentada, estava prevista para ser “arranhada” no final de julho de forma a auxiliar na drenagem de água de chuva.
Um time do Departamento de Transportes dos Estados Unidos (NTSB) foi enviado para ajudar nas investigações deste horrível acidente. Representantes da Airbus também chegaram no Brasil para assistir ao governo brasileiro.
O time de aviação da Motley Rice está analisando este acidente e as responsabilidades que TAM Linhas Aéreas, do Aeroporto de Congonhas, da Cidade de São Paulo e o Governo possam ter para com a famílias das vítimas desta terrível tragédia.
Se você ou alguém que você conhece estiver interessado em buscar recursos legais por fatalidades ou lesões resultantes do acidente, por favor entre em contato com a advogada de aviação e ex-Inspetora Geral do Departamento de Transportes dos Estados Unidos, Mary Schiavo no (843) 216-9138 ou ligue grátis no 1-800-768-4026.
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Os advogados da Motley Rice tem muitos anos de experiência representando vítimas de desastres aéreos, e contam com pilotos de aeronave e mecânicos no seu quadro de pessoal. Nós também temos tradutores de Francês, Português e Espanhol no nosso time. Se você tem alguma pergunta, comentários ou gostaria de explorar seus direitos legais como resultado deste desastre, clique aqui. |
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MOTLEY RICE
Viúva da TAM Eliane Mello Volta Para Casa Com Novos Insights e Nova Esperança na Sua Busca Por um Memorial Digno Para as Vítimas do Vôo 3054 da TAM e Por Melhoramentos na Segurança da Aviação No Brasil
21 de Março de 2008
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